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sábado, 27 de agosto de 2011

minha caneta

one of these days
I`m going to cut you into little pieces

Primeiro agente briga
Depois agente luta
Mais tarde agente enxerga
A gigantesca merda

Não é preciso mais que um bate boca
Pra tudo se perder em prantos,
e você se esgueirar nos cantos
Sob a sua covarde touca

Óh minha caneta querida
Não me deixes, não se acabe
O mundo irá substituí-la

E com a boca sofrida
Ei de arder antes que acabe
E assim poderei esculí-la.

pps

terça-feira, 16 de agosto de 2011

como pôde?

Que vida flutuante.
Há dias de eterna felicidade
Outrora a solidão prospera

Que vida dolorida
Quase vida sem vida
Vida sofrida e errante

O espaço onde o não prospera
E a Servidão é inútil e austera
O tempo onde amar é pecado
Com o mesmo não vivendo ao lado

Só me resta contar os dias
A ti, só resta os próprios dias
Fui feliz ao seu lado
E agora, só me sinto esmagado.

pps

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Lugar comum

Num lugar comum
Num momento incomum
São reunidas as misturas
Mistura de jeitos e trejeitos
Misturas lisuras
Sabores e desejos

Ir embora não é fácil
Pensar é ainda mais difícil
E é sem pensar que escrevo assim:
Sozinho, belicoso, desastroso e tortuoso.

Esse mundo é cheio
Cheinho de gente interessante
Vai aparecendo assim: do nada
O que esse nada nos oferece?
Aparentemente tudo!


É numa inversão viscosa:
O nada tudo nos oferece.

Agora digo as outras pessoas:
"Abram" os olhos, Abrão.
Veja o que tem de melhor:
O bom do povo
O bom do mundo
Do submundo do lugar comum!

pps